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🎬 TUDO O QUE EU NÃO GOSTO É MIMIMI? 🎬 

Bem… é o que esta imagem que vi dias atrás na internet diz… 

Não vou negar que, em alguns casos, parece haver uma certa má-fé — como no caso de Resident Evil 5, que se passa em um país africano (inexistente) e foi acusado de racismo. Mas, em geral, acredito que a representatividade de diversos grupos nas mídias é necessária. 

Infelizmente, a pessoa não branca (vou usar esta frase, já que pessoas negras, indígenas, orientais, entre outros, eram vistas de forma similar na época) — mesmo em países como o Brasil — teve sua representação diluída durante a nossa história. Os poucos exemplos literarios eram mais exceções do que inclusões, como em livros como O Guarani e O Mulato. 

Apesar de ser externo, vou acabar seguindo as animações estrangeiras — e principalmente as norte-americanas — aqui, já que querendo ou não, influenciaram em muito a visão geral entre a nossa população.

🎞️ Animações antigas e o preconceito estrutural 

Se você analisar animações mais antigas, até os anos 60 os personagens não brancos eram, quando muito, sidekicks do herói principal. Mais comum ainda serem o alívio cômico da série — quando não eram personagens servis ou ainda como antagonistas assumindo o papel de “selvagens inimigos”. 

É interessante separar as animações produzidas durante a Segunda Guerra Mundial, que eram propaganda de guerra e ridicularizavam o inimigo até para conseguir apoio da população. Um exemplo é You’re a Sap, Mr. Jap!, dos estúdios Fletcher. The Ducktators da Looney Tunes ou Duck Commando da Disney também seguiam a mesma linha. 

Em geral, as produções pré 60s mostravam personagens não brancos de forma preconceituosa. Como em Scrub Me Mama with a Boogie Beat, animação de 1940 baseada em uma música de mesmo nome, onde uma cidadezinha negra é mostrada como indolente até a chegada de uma garota negra de pele mais clara e “bonita do Harlem”, que põe a vila a se mexer. Diversos outros desenhos podem ser unidos a este — como os Onze Banidos.

📺 Anos 70 e 80: avanços e limitações 

Mesmo os desenhos com personagens não tão estereotipados — como Fat Albert and the Cosby Kids (1972), um desenho educacional criado, produzido e estrelado por Bill Cosby (nas partes live-action) — tinham um tom mais cômico. Assim como Andy – O Anjinho da Guarda (1982), baseado no ator mirim Gary Coleman como um anjinho que desce a terra pra ajudar um grupo de crianças. 

Outras séries que misturavam aventura e comicidade como Josie e as Gatinhas ou As Panterinhas  tinham personagens não brancas no grupo principal, mas em geral com aparição menor em tela. 

É nos anos 80 que os personagens não brancos passam a ser estrelas de séries mais de ação, como: 

  • BlackStar (1981), produzido pela Filmation, onde o astronauta John Blackstar atravessa uma anomalia com sua nave e cai no planeta Sagar, enfrentando o vilão Overlord. 
  • BraveStarr (1987), também da Filmation, onde um xerife de uma cidade em outro planeta — em um clima de faroeste e com ancestralidade indígena — enfrenta criminosos. 
  • The Pirates of Dark Water (1991) produzido pela Hanna-Barbera também se encaixa aqui com Ren com caracteristicas polinésias. 
  • Super Choque, dos anos 2000, também tinha um herói negro. 

🤝 Ajudantes e equipes 

Mesmo assim, muitos ainda acabavam aparecendo como ajudantes em desenhos com personagens conhecidos (assim como as mulheres). Dois bons exemplos são Rambo: The Force of Freedom e Conan, o Aventureiro. 

Também há casos onde eles são parte de uma equipe, como em Thundarr, o Barbaro (1980) que tinha a princesa Ariel (com traços orientais); As Aventuras de Jonny Quest (a versão de 1996) que dava um maior destaque a Hadji seu irmão adotivo (indiano); Três Espiãs Demais (2001) Alex (negra) — entre outras séries. 

🌟 Atualmente: originalidade e representação 

Atualmente, apesar de muitos gritarem que é “woke” (ou, no nosso caso, “mimimi”) quando personagens brancos são substituídos por outras etnias em diversos desenhos (e até filmes), existe — graças ao streaming e outros serviços — uma maior criação de personagens originais destas etnias, como: 

  • Miles Morales (Homem-Aranha de outro universo) 
  • Super-Heroínas da Equipe 4, série ambientada em uma Zâmbia afrofuturista e com nomes da região 

E sim, representatividade é importante. ✊ 

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